terça-feira, 30 de junho de 2009
Como assim?
Quantas vezes ouvi pacientemente a menina dizer, com detalhes de um compêndio, que ela precisou levar seu pet ao veterinário, ou resolveu não atender ao telefonema da mãe, ou talvez que a morte do MJ foi surpreendente inesperada? Vááárias... A paciência em absorver tantas palavras vem de uma técnica que poderia ser (se não é) um dos poderes dos personagens do Heroes. O teletransporte daquele lugar para o mesmo, só que distante alguns minutos no futuro. Já fizeram até filmes com este enredo, imagina? Pois... O vazio, o comum, a simplicidade do cotidiano, nesta hora, tornam-se pausas para aproximar o beijo... O cão melhorou? O sorriso aproxima,,, Piorou? O abraço conforta... A mãe repete sempre o mesmo assunto? Hora de dar um novo assunto para a menina. E com isso ajudar até mesmo a mãe dela! Ou achas que depois de um beijo bacana ela não vai tolerar um pouco mais as mundanices humanas? Só faltou o MJ... Sem querer ser frio, ou qualquer coisa do tipo... Mas, mesmo morto, ele sempre pode gerar uma risada, = sorriso, = + proximidade... Então... Se não sabias de onde vinha minha paciência, saiba que ela vem da vontade de te ouvir cada vez mais!
Resolvi começar denovo... Deixar as páginas do Síntese em branco para reescrever minha própria história... As citações não deixarão o "antigo" blog no esquecimento,,, Seja bem vindo, e boa sorte!
segunda-feira, 24 de março de 2008
Leave me...
Normalmente preparo o café pelo aroma, não pelo sabor. Preparo pelo fervilhar da água. Pelo vapor. E pelo barulho de infância quando a moeda começa a saltitar de calor. Sim, porque em casa minha avó sempre teve este hábito. Colocar uma moeda dentro da chaleira para avisar quando a água começa a ferver. A fuga das bolhas assustava, e ela se sacudia pedindo ajuda.
Nunca esqueço dos tantos perfumes que ganhei depois do sufoco da moeda. Cafés, chás, algumas sopas, e até mesmo certos molhos eram antecipados pelo alarme da casa da moeda.Mas agora preparei estes grãos pela calma que eles me trazem no bolso. Tomo o café e fico tranqüilo. Talvez eu seja tão viciado em cafeína que ela tenha efeito contrário! Já tive ótimas noites de sono depois de sorver um café. Os goles me preenchem, mas o barulho da chaleira me descarrega. Fico leve sem banho de sal grosso. Já estou melhor.Acho que deveria guardar a raiva numa niqueleira. Assim ela sempre avisaria antes de chegar.
Nunca esqueço dos tantos perfumes que ganhei depois do sufoco da moeda. Cafés, chás, algumas sopas, e até mesmo certos molhos eram antecipados pelo alarme da casa da moeda.Mas agora preparei estes grãos pela calma que eles me trazem no bolso. Tomo o café e fico tranqüilo. Talvez eu seja tão viciado em cafeína que ela tenha efeito contrário! Já tive ótimas noites de sono depois de sorver um café. Os goles me preenchem, mas o barulho da chaleira me descarrega. Fico leve sem banho de sal grosso. Já estou melhor.Acho que deveria guardar a raiva numa niqueleira. Assim ela sempre avisaria antes de chegar.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Mapa
Quem sou eu? Há! Adoro fingir que sei a resposta para passar por equilibrado. Jura... Sabes, na verdade busco me desequilibrar em paixões. Minha vida se resume às conquistas. Não consigo encarar a solidão com maturidade. Tento, mas a maturidade apodrece. Por isso sempre busco o novo, talvez ainda um pouco verde. Prefiro a inexperiência, o tombo de bicicleta. Odeio a poeira que insiste em demarcar o que é útil do que foi deixado de lado. A poeira atesta o esquecimento. Quero óleo de peroba. Essência de eucalipto. Quero a mancha no vidro lembrando que o pano há pouco passou por ali.
Nossa, será que estou tão caseiro assim? Com estes tipos de ilustrações... Não, na verdade olho para os lados enquanto escrevo. Enquanto penso, consigo olhar para dentro. Na hora de escrever, me perco na esquina da minha própria rua. Nada de se estranhar para um estrangeiro como eu.
Quando me falam algum endereço, parece que eu cheguei há menos de uma semana da Bósnia. Não faço idéia de onde as ruas se escondem. Mas elas sempre aparecem. Junto levo praças, casas, crianças que nunca teria visto se não tivesse o hábito de me perder. Basta ver o caminho deste texto para entender como sou bem localizado.
Ok, reli o começo para tentar organizar alguma coisa nesta zona.
Sim, sobre o equilíbrio. Ou melhor, o desequilíbrio da paixão. Quem sabe explicar como uma paixão acontece? Se souberes, não me conte. Prefiro muito mais ter o argumento da inexperiência para justificar os foras. Sempre é bom pensar que o erro foi do dia que escolhi, e não de mim. Tipo, se a situação acontecesse daqui há 10 anos com certeza teria me dado bem... he he. Ah, antes que me perguntem, nada acontece. Estou tranqüilo como água de poço. Louco para escrever, divagar, filosofar, viajar... Escrever muito, para que textos bizarros como este não voltem a ser publicados! Ou será que textos experientes juntam poeira? Neste caso, vou escrever bastante apenas pelo prazer de chegar sempre em lugares diferentes dos planejados...
Nossa, será que estou tão caseiro assim? Com estes tipos de ilustrações... Não, na verdade olho para os lados enquanto escrevo. Enquanto penso, consigo olhar para dentro. Na hora de escrever, me perco na esquina da minha própria rua. Nada de se estranhar para um estrangeiro como eu.
Quando me falam algum endereço, parece que eu cheguei há menos de uma semana da Bósnia. Não faço idéia de onde as ruas se escondem. Mas elas sempre aparecem. Junto levo praças, casas, crianças que nunca teria visto se não tivesse o hábito de me perder. Basta ver o caminho deste texto para entender como sou bem localizado.
Ok, reli o começo para tentar organizar alguma coisa nesta zona.
Sim, sobre o equilíbrio. Ou melhor, o desequilíbrio da paixão. Quem sabe explicar como uma paixão acontece? Se souberes, não me conte. Prefiro muito mais ter o argumento da inexperiência para justificar os foras. Sempre é bom pensar que o erro foi do dia que escolhi, e não de mim. Tipo, se a situação acontecesse daqui há 10 anos com certeza teria me dado bem... he he. Ah, antes que me perguntem, nada acontece. Estou tranqüilo como água de poço. Louco para escrever, divagar, filosofar, viajar... Escrever muito, para que textos bizarros como este não voltem a ser publicados! Ou será que textos experientes juntam poeira? Neste caso, vou escrever bastante apenas pelo prazer de chegar sempre em lugares diferentes dos planejados...
segunda-feira, 26 de março de 2007
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
sábado, 6 de janeiro de 2007

Lendo a última crônica da Fernanda Young percebi que eu também tenho algo a contar. Ela fala dos segredos femininos, da lógica de pensamento das mulheres. Convida os homens para ouvir um pouco da conversa dos banheiros femininos. Consegue, com humor e acidez, mostrar que muitas generalizações não são burras.
Queria, entretanto, avisá-la que nem tudo, ou melhor, nem para todos, o que ela diz é novidade. Meu universo feminino sempre foi maior que o masculino. Prefiro a voz doce, a dúvida e os cabelos compridos. Me sinto melhor cercado de perfume. Cercado de cores contrastando com minhas camisetas brancas. De tatuagens emprestadas. Sou um leitor da Exame, e também da Vogue. Não tenho sexto sentido, mas me contento com minha rala intuição. Com minhas apostas. Apostar ao lado de quem se ama é ganhar sempre.
A conquista é apenas o primeiro passo. Diferente do que podem pensar os homens, o trabalho começa depois do primeiro beijo. Não até ele. A boca assina o contrato de locação ou compra. Depois de adquirido, o amor passa a envelhecer. Desde o primeiro dia. O amor é ágil como um imóvel. Como um apartamento. Experimente deixá-lo sem manutenção por dois meses e logo surge o cheiro de mofo. O desconforto da poeira.
Para a conquista existem até mesmo manuais expostos nos mais vendidos das livrarias. Para o relacionamento, por incrível que pareça, também. “Como esquentar o relacionamento”, “O casal no divã”. São inúmeras opções que insistem em dizer que todos os casais são iguais. Desculpe, isso não me serve.
Quero aprender ao meio para continuar sonhando alto. Não quero muitos erros, não me entenda mal. Quero apenas ser um eterno insatisfeito para continuar aplicado. Continuar apostando no final de tarde no parque. Enrolar as pernas para conversar com as mãos. Amassar os beijos em lençóis e travesseiros.
Voltando ao texto: o que me assustou não foi o conteúdo, mas sim pensar que muitos perdem as aulas para ficar no bar. Sim, durante a faculdade isso foi regra. Mas para a vida as aulas podem ser mais interessantes. Já pensaste no humor das mulheres como um veneno antimonotonia? Tente compreender a complexidade das mulheres como algo óbvio, simples. Não estranhe nada! Receba todas as informações com compreensão. Elas passarão a contar contigo. Se ganhares a confiança numa roda de mulheres terás teu nome na chamada, e na agenda. Saber como ouvir é sempre a melhor maneira de ser ouvido.
Fernanda Young na revista Claudia
Assinar:
Postagens (Atom)















